O Fundo Monetário Internacional defendeu a flexibilidade da rupia como a forma preferencial de a Índia se ajustar aos choques energéticos, afirmando que poderia ser considerado um aperto monetário caso a depreciação da moeda provoque uma inflação generalizada.

Flexibilidade da rupia como primeira linha de defesa

A diretora de Comunicação do FMI, Julie Kozack, disse a jornalistas em 29 de outubro de 2026 que a rupia deveria ser a “primeira linha de defesa” contra esses choques. Permitir que a taxa de câmbio flutue livremente e reflita seu impacto ajudaria a economia indiana a se ajustar, afirmou.

Kozack disse que a intervenção no mercado cambial pode ser apropriada quando as condições de mercado se tornam desordenadas, em consonância com o quadro integrado de políticas do FMI. No caso da Índia, porém, afirmou que a flexibilidade da taxa de câmbio continua sendo a resposta preferencial.

Quando poderia ser considerado um aperto da política monetária

Kozack disse que poderia ser considerado um aperto monetário para preservar a estabilidade de preços caso uma depreciação significativa da rupia leve a aumentos generalizados da inflação. Essa foi uma recomendação condicional, não um anúncio de mudança na política do Reserve Bank of India.

A consulta do FMI sobre a Índia em 2025 também recomendou maior flexibilidade da taxa de câmbio, com intervenções voltadas a enfrentar condições desordenadas de mercado. Essa avaliação antecede as declarações de Kozack sobre os choques energéticos.

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