Os resultados da Boeing no terceiro trimestre de 2026 mostraram um prejuízo líquido menor e receita maior, com o aumento das vendas de defesa. A receita superou as expectativas dos analistas, mas o prejuízo ajustado por ação foi maior que o previsto.
Principais conclusões
- A Boeing registrou prejuízo líquido de US$ 116 milhões, ante um prejuízo de US$ 5,34 bilhões um ano antes.
- A receita de defesa aumentou 15%, enquanto a receita de aeronaves comerciais caiu 3%.
- A empresa espera aumentar a produção do 737 Max no próximo ano.
Resultados da Boeing superam expectativas de receita
Nos três meses encerrados em 30 de setembro, a Boeing registrou receita de US$ 24,19 bilhões, alta de 4% em relação ao ano anterior. Seu prejuízo líquido foi de 26 centavos por ação, ante prejuízo de US$ 7,14 por ação no terceiro trimestre de 2025.
O prejuízo ajustado, que exclui itens não recorrentes, foi de 34 centavos por ação. Analistas consultados pela LSEG esperavam prejuízo ajustado de 21 centavos e receita de US$ 23,84 bilhões.
Um ano antes, a Boeing havia registrado uma despesa de quase US$ 5 bilhões relacionada ao programa de aeronaves 777X, que sofreu atrasos. O fluxo de caixa livre subiu para US$ 464 milhões, ante US$ 238 milhões no terceiro trimestre de 2025.
| Item | Detalhes |
|---|---|
| Receita | US$ 24,19 bilhões registrados; US$ 23,84 bilhões esperados |
| Prejuízo ajustado por ação | 34 centavos registrados; 21 centavos esperados |
Defesa cresce enquanto as margens comerciais enfraquecem
A receita de defesa aumentou 15% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 7,94 bilhões. A receita de aeronaves comerciais caiu 3%, para US$ 10,72 bilhões, mesmo com a entrega de 161 aeronaves comerciais pela Boeing, uma a mais que um ano antes.
A unidade comercial registrou margem operacional negativa de 6,5%. A Boeing atribuiu o resultado a uma combinação menos favorável de entregas, custos projetados mais altos associados a ajustes futuros nas taxas de produção e custos estimados mais elevados na cadeia de suprimentos.
Produção do 737 Max continua em foco
A Boeing tem produzido cerca de 47 aeronaves 737 Max por mês e espera aumentar a produção no próximo ano. O CEO Kelly Ortberg disse aos investidores em setembro que a estabilização da produção estava levando “um pouco mais de tempo” do que o esperado.
A produção e as entregas são importantes para a Boeing porque os clientes pagam a maior parte do preço de uma aeronave quando a recebem. A Administração Federal de Aviação aprovou o 737 Max 10 na semana anterior à divulgação dos resultados, após ter aprovado o Max 7 em agosto.
Próximo marco
Os executivos da Boeing devem discutir os planos de produção na teleconferência de resultados, às 10h30 ET de 27 de outubro.
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