O lucro da OFG subiu 14,7% em relação ao ano anterior, para US$ 1,33 por ação diluída no terceiro trimestre de 2026, com o crescimento dos empréstimos e a redução das provisões para perdas de crédito contribuindo para o resultado. Mas os resultados de 21 de outubro também revelaram pressão na comparação trimestral: o lucro caiu de US$ 1,39 por ação no segundo trimestre, enquanto os custos mais altos de financiamento e a ausência da receita anteriormente obtida com a quitação de empréstimos reduziram a receita.

Principais destaques

  • O lucro por ação diluída aumentou em relação aos US$ 1,16 de um ano antes, mas caiu ante os US$ 1,39 do segundo trimestre.
  • Os empréstimos cresceram 1,8% na comparação trimestral, enquanto os depósitos de clientes recuaram 0,8%.
  • A administração espera que a margem financeira líquida fique próxima de 5,25% e planeja atualizar suas perspectivas para 2027 no fim do ano.

Sumário

Lucro da OFG melhora na comparação anual, mas recua na trimestral

Os resultados do terceiro trimestre da OFG Bancorp mostram lucro líquido disponível aos acionistas ordinários de US$ 56,6 milhões no período encerrado em 30 de setembro de 2026, ante US$ 51,8 milhões um ano antes e US$ 58,8 milhões no trimestre precedente. A OFG é a holding financeira do Oriental Bank.

A receita principal totalizou US$ 185,7 milhões, alta de 1,0% em relação ao ano anterior, mas abaixo dos US$ 190,3 milhões do segundo trimestre. A queda trimestral refletiu, em parte, a ausência de US$ 4,1 milhões em receita proveniente de três empréstimos comerciais quitados integralmente no trimestre anterior, além da redução da receita de serviços bancários hipotecários.

As despesas não financeiras caíram para US$ 96,3 milhões, ante US$ 102,8 milhões no trimestre anterior, principalmente porque o segundo trimestre incluiu US$ 5,8 milhões em encargos operacionais relacionados aos negócios. A base menor de despesas amorteceu, mas não compensou totalmente, a receita mais fraca e a provisão para perdas de crédito mais alta no trimestre.

IndicadorDetalhes
Índice de capital ordinário de nível 1 (CET1)14,10%, ante 14,07% no segundo trimestre de 2026
Valor contábil tangível por açãoUS$ 29,66, ante US$ 31,12 no segundo trimestre de 2026
Retorno sobre ativos médios1,86%, ante 1,93% no segundo trimestre de 2026
Dividendo em dinheiro por ação ordináriaUS$ 0,35, sem alteração em relação ao segundo trimestre de 2026

Crescimento dos empréstimos encontra uma composição de financiamento mais cara

Os empréstimos mantidos para investimento alcançaram US$ 8,45 bilhões, aumentando US$ 150,9 milhões em relação ao segundo trimestre e 4,1% em comparação com um ano antes. A expansão dos empréstimos comerciais e ao consumidor em Porto Rico mais do que compensou as quedas em outras categorias.

Os depósitos de clientes seguiram na direção oposta, recuando US$ 79,9 milhões, para US$ 9,66 bilhões, com a redução dos saldos em contas à vista e poupança e o aumento dos depósitos a prazo. Os empréstimos e depósitos intermediados por corretoras aumentaram US$ 131,1 milhões para fins de gestão de liquidez.

A margem financeira líquida caiu para 5,23%, ante 5,45% no segundo trimestre. A diretora financeira Maritza Erizmendi afirmou que aproximadamente US$ 400 milhões em depósitos governamentais foram transferidos para depósitos a prazo no fim do segundo trimestre, gerando impacto dos custos de financiamento durante todo o terceiro trimestre. A migração de outros clientes em busca de rendimentos mais altos também superou as expectativas.

A administração espera que a margem permaneça próxima de 5,25%. O CEO José Rafael Fernández demonstrou confiança em um crescimento dos empréstimos de um dígito baixo no ano, com a carteira de oportunidades comerciais oferecendo a possibilidade de superar essa perspectiva, e não um compromisso firme de fazê-lo.

Indicadores de crédito melhoram apesar da inadimplência sazonal

A provisão para perdas de crédito subiu para US$ 18,1 milhões, ante US$ 13,0 milhões no segundo trimestre, refletindo o aumento do volume de empréstimos e um ajuste sazonal para a inadimplência em financiamentos de automóveis. O valor permaneceu abaixo da provisão de US$ 28,3 milhões registrada um ano antes.

A taxa de baixas líquidas caiu para 0,70%, ante 1,40% no trimestre anterior, e a taxa de empréstimos inadimplentes recuou para 0,74%. Ambos os indicadores também melhoraram na comparação anual.

As taxas de inadimplência inicial e total aumentaram em relação ao segundo trimestre, mas permaneceram abaixo dos níveis de um ano antes. O diretor de risco Cesar Ortiz descreveu o padrão dos empréstimos para automóveis como sazonal, enquanto a administração afirmou que continuava acompanhando a inflação, as taxas de juros e os custos de energia.

Recompras são retomadas enquanto as relações digitais se expandem

A OFG recomprou US$ 13,5 milhões em ações ordinárias durante o trimestre. Fernández afirmou que o financiamento do crescimento dos empréstimos e do balanço patrimonial continua sendo a principal prioridade para o capital, e que o capital excedente é devolvido por meio de dividendos e recompras. Restavam aproximadamente US$ 180 milhões da autorização de recompra.

A administração também informou crescimento anual de 5% no número de clientes de varejo e comerciais, de 24% nos usuários digitais ativos e de 11% no uso de caixas eletrônicos com atendimento virtual. Fernández afirmou que informações personalizadas sobre contas e alertas estavam ajudando a aprofundar as relações com os clientes.

Conclusão

A melhora anual do lucro da OFG ocorreu junto a uma compressão trimestral da receita e da margem. A atualização das projeções para 2027, planejada para o fim do ano, fornecerá a próxima perspectiva divulgada sobre como as oportunidades de crédito comercial se equilibram com a concorrência por depósitos e os custos de financiamento.

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