Os preços do ouro caíram em 30 de outubro de 2026 ao menor nível desde meados de julho, enquanto investidores avaliavam dados econômicos dos EUA e preocupações com a inflação. O ouro à vista recuava 1%, para US$ 3.980,40 por onça, após tocar o menor nível desde 17 de julho.

Ouro amplia queda em outubro

O ouro à vista recuava 4,3% até o momento em outubro e caminhava para a segunda queda mensal consecutiva. Os contratos futuros de ouro nos EUA para entrega em dezembro caíram 1%, para US$ 3.991,10 por onça.

Outros metais preciosos também caíram. A prata à vista recuou 3,6%, para US$ 50,50 por onça; a platina caiu 3%, para US$ 1.443,69; e o paládio recuou 2,5%, para US$ 981,31. Os três caminhavam para perdas semanais e mensais.

Inflação e juros em foco

O analista do UBS Giovanni Staunovo disse que dados do PIB dos EUA mais fortes que o esperado e preços mais altos do petróleo pressionavam o Federal Reserve a elevar ainda mais as taxas de juros. Juros mais altos podem tornar o ouro, que não paga juros, menos atraente para os investidores.

O Bureau of Economic Analysis informou que o índice de preços PCE de setembro subiu 0,5% em relação ao mês anterior, ante alta de 0,3% em agosto. O Fed manteve os juros estáveis durante a semana, ao mesmo tempo que apontou riscos inflacionários decorrentes dos custos mais altos de energia.

Staunovo disse que o ouro poderia chegar a US$ 5.000 ou mais em 2027 se o Fed acabar reduzindo os juros e a inflação deixar de ser um problema. Trata-se de uma previsão de analista, não de uma recuperação confirmada.

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