O lucro da Steel Dynamics subiu para US$ 756 milhões, ou US$ 5,26 por ação diluída, no terceiro trimestre de 2026, à medida que embarques recordes de aço e margens mais amplas no segmento elevaram a rentabilidade. Os resultados divulgados pela empresa em 19 de outubro mostraram um desempenho superior tanto ao do trimestre anterior quanto ao de um ano antes, enquanto o negócio de alumínio continuou registrando perdas iniciais.
Principais destaques
- Embarques recordes de aço, de 3,8 milhões de toneladas, e spreads mais amplos dos metais impulsionaram a melhora do lucro.
- O lucro da fabricação de aço aumentou, enquanto os preços mais baixos da sucata pesaram sobre o resultado da reciclagem de metais.
- A administração espera que os volumes e a rentabilidade do alumínio melhorem no quarto trimestre, após ajustes na produção.
Índice
- Lucro da Steel Dynamics aumenta com a ampliação das margens do aço
- Ganhos na fabricação contrastam com a fraqueza na reciclagem
- A expansão do alumínio continua sendo o principal desafio de execução
- Geração de caixa sustenta investimentos e retornos aos acionistas
- Conclusão
Lucro da Steel Dynamics aumenta com a ampliação das margens do aço
O anúncio dos resultados do terceiro trimestre de 2026 da empresa mostrou que o lucro líquido aumentou em relação aos US$ 534 milhões, ou US$ 3,69 por ação diluída, do segundo trimestre e aos US$ 404 milhões, ou US$ 2,74 por ação diluída, registrados um ano antes. As vendas líquidas trimestrais chegaram a US$ 6,5 bilhões, e o EBITDA ajustado, uma medida não GAAP, totalizou US$ 1,2 bilhão.
As operações de aço geraram US$ 1,0 bilhão em lucro operacional, alta de 43% em relação ao trimestre anterior. Os embarques recordes, combinados com preços de venda mais altos e custos menores de sucata, ampliaram a diferença entre a receita dos produtos e os custos das matérias-primas.
O preço médio de venda externa do aço subiu US$ 102 em relação ao trimestre anterior, para US$ 1.400 por tonelada, enquanto o custo médio da sucata ferrosa por tonelada fundida caiu US$ 8, para US$ 404. O presidente do conselho e CEO, Mark D. Millett, descreveu a demanda doméstica como estável, com estoques baixos dos clientes e níveis de importação historicamente baixos sustentando o mercado.
| Item | Detalhes |
|---|---|
| Investimento de capital no terceiro trimestre | US$ 150 milhões |
| Dividendos em dinheiro no terceiro trimestre | US$ 76 milhões |
| Recompras de ações no terceiro trimestre | US$ 276 milhões, equivalentes a 1% das ações ordinárias |
| Fluxo de caixa operacional nos nove meses | US$ 1,4 bilhão até 30 de setembro de 2026 |
| Recompras de ações nos nove meses | US$ 591 milhões, equivalentes a 2% das ações ordinárias |
Ganhos na fabricação contrastam com a fraqueza na reciclagem
O lucro operacional da fabricação de aço subiu para US$ 91 milhões, ante US$ 85 milhões no segundo trimestre. Os embarques aumentaram 18%, e a melhora nos preços efetivamente praticados mais do que compensou os custos mais altos dos insumos de aço.
A carteira de pedidos da fabricação estava 50% acima do nível de um ano antes e se estendia até o segundo trimestre de 2027. A empresa apontou construção comercial, manufatura, armazéns, centros de dados e saúde como fatores de demanda.
A reciclagem de metais apresentou movimento contrário. O lucro operacional caiu US$ 15 milhões em relação ao trimestre anterior, para US$ 33 milhões, pois os preços mais baixos da sucata ferrosa comprimiram os spreads dos metais, apesar da estabilidade dos volumes.
A expansão do alumínio continua sendo o principal desafio de execução
As operações de alumínio registraram prejuízo operacional de US$ 26 milhões, uma melhora de 21% em relação ao segundo trimestre, e atingiram o ponto de equilíbrio do EBITDA. Os embarques de chapas laminadas planas totalizaram 55.000 toneladas métricas, enquanto a produção de bobinas laminadas a quente chegou a 91.000 toneladas métricas.
Os volumes ficaram abaixo das expectativas da administração depois que velocidades operacionais mais altas revelaram problemas de qualidade ligados à composição do fluido de refrigeração de laminação do laminador de tiras a quente. Millett afirmou que a composição havia sido alterada, que o desempenho melhorou em outubro e que não eram esperados custos adicionais recorrentes relacionados a esse problema.
Os três laminadores a frio estavam operacionais. A primeira linha de recozimento contínuo e tratamento térmico por solubilização estava em operação, e esperava-se que enviasse produtos automotivos acabados antes do fim do ano. A segunda linha deveria entrar em operação no início do primeiro trimestre de 2027. A administração espera que os volumes e a rentabilidade do alumínio melhorem no quarto trimestre, mas essas expectativas ainda não são resultados realizados.
Geração de caixa sustenta investimentos e retornos aos acionistas
O fluxo de caixa operacional chegou a US$ 846 milhões durante o trimestre, dando suporte a despesas de capital, dividendos e recompras de ações, enquanto a liquidez era de US$ 2,4 bilhões em 30 de setembro.
Nos primeiros nove meses de 2026, as vendas líquidas aumentaram 29%, para US$ 17,8 bilhões, e o lucro líquido chegou a US$ 1,7 bilhão, ante US$ 920 milhões um ano antes. Preços efetivamente praticados mais altos para o aço e maiores embarques impulsionaram o aumento do lucro no acumulado do ano.
Conclusão
Os próximos marcos operacionais são o embarque planejado de produtos automotivos acabados de alumínio antes do fim de 2026 e o início esperado das operações da segunda linha CASH no começo de 2027. Esses passos ajudarão a mostrar se a expansão do alumínio conseguirá transformar a melhora da produção em rentabilidade sustentada.
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