O lucro da Steel Dynamics subiu para US$ 756 milhões, ou US$ 5,26 por ação diluída, no terceiro trimestre de 2026, com embarques recordes de aço e margens mais amplas impulsionando a rentabilidade. Os resultados anunciados em 19 de outubro mostraram vendas líquidas de US$ 6,51 bilhões e aumento sequencial de 44% no lucro operacional consolidado, embora os ganhos com reciclagem de metais tenham enfraquecido e as operações de alumínio continuassem registrando prejuízo.
Principais conclusões
- Os embarques de aço atingiram o recorde de 3,8 milhões de toneladas, com a alta dos preços de venda e a queda dos custos da sucata.
- O lucro da fabricação melhorou, mas os preços mais baixos da sucata ferrosa pressionaram as margens da reciclagem de metais.
- A administração espera que os volumes e a rentabilidade do alumínio melhorem no quarto trimestre, após ajustes na produção.
Sumário
- O lucro da Steel Dynamics se beneficia de preços mais fortes do aço
- Crescimento da fabricação contrasta com fraqueza na reciclagem
- A expansão das operações de alumínio ainda não foi concluída
- Geração de caixa financia investimentos e retorno aos acionistas
- Conclusão
O lucro da Steel Dynamics se beneficia de preços mais fortes do aço
O comunicado de resultados do terceiro trimestre de 2026 da empresa mostrou que o lucro líquido aumentou em relação aos US$ 534 milhões, ou US$ 3,69 por ação diluída, do trimestre anterior, e aos US$ 404 milhões, ou US$ 2,74 por ação diluída, registrados um ano antes. O lucro operacional consolidado chegou a aproximadamente US$ 1,0 bilhão.
As operações de aço geraram US$ 1,0 bilhão em lucro operacional, alta de 43% em relação ao segundo trimestre. O preço médio de venda do aço a clientes externos aumentou US$ 102 em termos sequenciais, para US$ 1.400 por tonelada, enquanto o custo médio da sucata ferrosa por tonelada fundida caiu US$ 8, para US$ 404. Essa combinação ampliou a diferença entre os preços de venda e o principal custo de matéria-prima.
O presidente do conselho e CEO, Mark D. Millett, descreveu a demanda doméstica por aço como estável, com estoques baixos nos clientes e importações em níveis historicamente baixos. Os setores de energia, construção não residencial, automotivo e industrial lideraram a demanda no trimestre.
Nos primeiros nove meses de 2026, o lucro líquido chegou a US$ 1,7 bilhão, ou US$ 11,72 por ação diluída, ante US$ 920 milhões, ou US$ 6,17 por ação, um ano antes. As vendas nos nove meses aumentaram 29%, para US$ 17,8 bilhões.
| Item | Detalhes |
|---|---|
| Investimento de capital no terceiro trimestre | US$ 150 milhões |
| Dividendos em dinheiro no terceiro trimestre | US$ 76 milhões |
| Recompras de ações no terceiro trimestre | US$ 276 milhões, equivalentes a aproximadamente 1% das ações ordinárias |
| Fluxo de caixa operacional nos nove meses | US$ 1,4 bilhão |
Crescimento da fabricação contrasta com fraqueza na reciclagem
O lucro operacional da fabricação de aço aumentou para US$ 91 milhões, ante US$ 85 milhões no segundo trimestre. Os embarques cresceram 18%, e a melhora nos preços realizados mais do que compensou os custos mais altos dos insumos de aço.
A carteira de pedidos de fabricação estava 50% acima do nível de um ano antes e se estendia até o segundo trimestre de 2027. A empresa citou construção comercial, manufatura, armazéns, centros de dados e saúde como fatores impulsionadores da demanda.
A reciclagem de metais seguiu na direção oposta. O lucro operacional caiu US$ 15 milhões em termos sequenciais, para US$ 33 milhões, à medida que os preços mais baixos da sucata ferrosa comprimiram os spreads dos metais, apesar da estabilidade dos volumes. Assim, os preços mais baixos da sucata reduziram os custos da produção de aço, mas pressionaram o negócio de reciclagem.
A expansão das operações de alumínio ainda não foi concluída
As operações de alumínio registraram prejuízo operacional de US$ 26 milhões, uma melhora de 21% em relação ao segundo trimestre, e atingiram o ponto de equilíbrio em termos de EBITDA. Os embarques de chapas laminadas planas totalizaram 55.000 toneladas métricas, enquanto a produção de bobinas laminadas a quente chegou a 91.000 toneladas métricas.
Os volumes ficaram abaixo das expectativas da administração porque problemas de qualidade aumentaram as perdas de rendimento em velocidades operacionais mais altas. Millett disse que o problema teve origem na composição do fluido de laminação do laminador de tiras a quente, que foi alterada, e que o desempenho do laminador melhorou em outubro.
Os três laminadores a frio estavam operacionais. A administração esperava que a primeira linha de recozimento contínuo e solubilização enviasse produtos automotivos acabados antes do fim de 2026, e que a segunda linha entrasse em operação no início do primeiro trimestre de 2027. Esses marcos continuam sendo planos, não embarques ou resultados de comissionamento já concluídos.
Geração de caixa financia investimentos e retorno aos acionistas
O fluxo de caixa operacional totalizou US$ 846 milhões no trimestre. A Steel Dynamics financiou investimentos de capital, dividendos e recompras de ações, mantendo US$ 2,4 bilhões em liquidez em 30 de setembro de 2026.
A administração espera que os volumes e a rentabilidade do alumínio melhorem no quarto trimestre e ao longo de 2027, à medida que os custos de partida diminuam e a utilização e os rendimentos aumentem. A perspectiva mais ampla continua dependendo da demanda, dos preços e da execução bem-sucedida da expansão das operações de alumínio.
Conclusão
A melhora no terceiro trimestre foi impulsionada pelos embarques de aço e pela ampliação das margens, e não por ganhos uniformes em todos os negócios. Os próximos marcos operacionais são os embarques planejados de alumínio para o setor automotivo antes do fim do ano e o início previsto das operações da segunda linha de tratamento térmico no começo de 2027.
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