O hardware de IA local da NVIDIA terá uma distribuição mais ampla e novos softwares para desenvolvimento compartilhado. Os sistemas DGX Spark de 64 GB dos parceiros começarão a chegar em 23 de outubro, enquanto os sistemas DGX Station com Windows são esperados para dezembro. Apresentadas na GTC Berlin em 21 de outubro de 2026, as atualizações vão de agentes privados para desktop a máquinas gerenciadas por empresas que atendem equipes, e vários recursos de software ainda estão previstos, sem estarem disponíveis.

Principais conclusões

  • Os sistemas DGX Spark de 64 GB começarão a ser distribuídos em 23 de outubro; clusters configurados manualmente já oferecem suporte a até oito unidades.
  • O DGX Station ganha integrações de gerenciamento empresarial, enquanto sua versão planejada para Windows é voltada a aplicações de manufatura e agentes locais.
  • O Recursive Flint está disponível para programação local, junto com suporte a novos modelos e otimizações de inferência cujos números de desempenho são divulgados pela NVIDIA.

Sumário

Distribuição da IA local da NVIDIA: o que está disponível agora?

Os anúncios atendem a públicos diferentes: o RTX Spark executa agentes pessoais em PCs com Windows, o DGX Spark oferece suporte ao desenvolvimento de aplicações Linux e o DGX Station é voltado a cargas de trabalho empresariais maiores. A diferença prática não se limita à capacidade do hardware, mas também a saber se os usuários precisam de um assistente individual para desktop, de um backend compartilhado de desenvolvimento ou de um serviço gerenciado de inferência para equipes.

O RTX Spark foi lançado em 16 de outubro. A NVIDIA afirma que já estão disponíveis notebooks da ASUS, Dell Technologies, HP, Lenovo, Microsoft e MSI, e que os da Acer virão em seguida. O Underdog Desktop Agent também está disponível para download. Segundo a NVIDIA, seu mecanismo de inferência Husky executa os modelos inteiramente no dispositivo, mantendo o processamento do agente local, em vez de enviar os dados do usuário para fora do PC.

Os sistemas DGX Station baseados em Linux já estão sendo enviados. A versão para Windows continua sendo um lançamento futuro: a NVIDIA espera que os sistemas dos parceiros cheguem em dezembro. O relatório de IA local da GTC Berlin também diferencia os recursos disponíveis atualmente das ferramentas previstas para o fim deste mês e de um serviço futuro em acesso antecipado.

ItemDetalhes
DGX Spark de 64 GBA distribuição pelos parceiros começa na sexta-feira, 23 de outubro.
Clusterização do DGX SparkConfigurações manuais oferecem suporte a até oito unidades; o suporte do NVIDIA Sync para oito unidades está previsto para este mês.
Sync Model LauncherPrevisto para o fim deste mês, permitirá selecionar e baixar modelos e contêineres adequados à configuração.
DGX Station para WindowsSistemas de parceiros são esperados para dezembro, com suporte a aplicações de manufatura e agentes.
NVIDIA Cloud FunctionsChegará em acesso antecipado ao DGX Station baseado em Linux para oferecer endpoints locais de modelos compartilhados.
Recursive FlintDisponível com pesos abertos sob a licença Apache 2.0 para hardware local compatível da NVIDIA.

Como o DGX Spark se torna um backend compartilhado de desenvolvimento

A nova configuração DGX Spark de 64 GB começará a ser distribuída pelos parceiros na sexta-feira, 23 de outubro. Entre as cargas de trabalho que pode executar, a NVIDIA lista modelos como Nemotron 3.5 Bolt 74B 24GB e Qwen3.8 27B.

Para desenvolvedores que precisam de mais capacidade, o DGX Spark agora oferece suporte a clusters configurados manualmente com até oito sistemas por meio da rede ConnectX-7 integrada. A NVIDIA descreve uma configuração de oito unidades com 1 TB de memória unificada como um backend que pequenas equipes podem compartilhar, executando sessões simultâneas com o mesmo modelo. A capacidade adicional permite usar modelos maiores, contextos mais longos e agentes simultâneos.

Esse recurso de clusterização manual é distinto do suporte planejado do NVIDIA Sync para oito unidades DGX Spark. O Sync também deverá receber o Model Launcher ainda este mês. O lançador foi concebido para baixar um modelo e um contêiner adequados à configuração do hardware, conectar o modelo ao OpenCode e carregar as DGX Spark Skills para manutenção e solução de problemas.

A atualização de software de outubro do DGX Spark acrescenta um Wi-Fi Assistant para alternar entre redes enquanto a máquina opera em modo appliance. Ela também incorpora ao NVIDIA Sync, por meio do OpenCode, orientações de manutenção e solução de problemas voltadas a fluxos de trabalho.

O que muda para os usuários empresariais do DGX Station?

Segundo a NVIDIA, o DGX Station oferece 748 GB de memória coerente e até 20 petaflops de desempenho em IA. O Sync agora oferece suporte a conexões entre dois sistemas DGX Station baseados em Linux, enquanto novas integrações de gerenciamento tratam da forma como as empresas provisionam e supervisionam as máquinas.

As integrações abrangem Absolute Security, Splunk by Cisco, Fleet Device Management, Microsoft Intune, Perforce Puppet, Progress Software Chef e Tanium. O objetivo é incorporar o DGX Station aos processos empresariais existentes de configuração e gerenciamento, em vez de deixá-lo como uma máquina de desenvolvimento administrada separadamente.

A versão planejada para Windows estende essa abordagem aos softwares de engenharia. A NVIDIA lista suporte a aplicações de manufatura de empresas como Dassault Systèmes, MathWorks, Rockwell Automation e Siemens. Os usuários também poderão executar agentes localmente por meio do Hermes Agent, Perplexity ou Aible.

Separadamente, o NVIDIA Cloud Functions chegará em acesso antecipado ao DGX Station baseado em Linux. As equipes poderão registrar endpoints de modelos locais em um catálogo compartilhado e acessá-los por meio de uma interface compatível com a OpenAI. Segundo a NVIDIA, isso permitirá que os desenvolvedores substituam o modelo por trás de um endpoint sem alterar o código da aplicação, enquanto colegas acessam modelos compartilhados sem precisar acessar diretamente a máquina.

Recursive Flint acrescenta outra opção para programação local

A Recursive Superintelligence lançou o Recursive Flint em 21 de outubro. O modelo de programação usa uma arquitetura de mistura de especialistas com 40 bilhões de parâmetros, dos quais 2,5 bilhões são ativos. Seus pesos abertos estão disponíveis no Hugging Face sob a licença Apache 2.0.

A NVIDIA informa velocidades de geração superiores a 220 tokens por segundo em um RTX Spark de 64 GB. Também afirma que kernels especializados desenvolvidos pelo sistema de pesquisa automatizada da Recursive aumentaram a velocidade de geração em 55%, sem alterar os pesos do modelo. Esses números de desempenho são resultados divulgados pela empresa, não medições verificadas de forma independente.

O Flint pode ser executado em hardware RTX Spark, DGX Spark, GeForce RTX e RTX PRO. Os desenvolvedores também podem realizar o pós-treinamento com as ferramentas NeMo da NVIDIA, oferecendo às equipes um caminho entre baixar o modelo e adaptá-lo aos próprios fluxos de trabalho de programação.

Atualizações de modelos e inferência ampliam a pilha de software

A NVIDIA está adicionando suporte a modelos da Nemotron, GLM, DeepSeek, Qwen, MiniMax e Liquid AI, além dos modelos de imagem FLUX da Black Forest Labs. O lançamento do Nemotron Bolt E4B 4GB está previsto para 23 de outubro; entre seus usos previstos estão assistentes de voz locais e interfaces integradas.

Novos checkpoints otimizados para memória buscam deixar mais capacidade disponível para o cache usado durante a inferência. A NVIDIA também informa melhorias nos mecanismos llama.cpp e vLLM: tarefas agênticas são executadas até 1,4 vez mais rápido em uma carga de trabalho especificada no RTX PRO e até 1,3 vez mais rápido em uma carga de trabalho do DGX Spark, enquanto uma carga de trabalho do DGX Station proporciona throughput até 1,2 vez maior.

Para equipes de robótica, a NVIDIA lançou três fluxos de trabalho de referência de código aberto para o DGX Station, voltados ao refinamento por aprendizado por reforço, ao treinamento de manipulação dextra e ao pós-treinamento de modelos de mundo para geração de dados sintéticos. Esses fluxos de trabalho já foram lançados e são distintos do hardware Windows previsto e do acesso antecipado ao Cloud Functions, ambos futuros.

Conclusão

As atualizações oferecem aos usuários de IA local mais opções para passar de agentes individuais a cargas de trabalho compartilhadas e gerenciadas. A clusterização manual do Spark, as integrações empresariais e o Recursive Flint estão disponíveis agora; os próximos marcos da distribuição são o lançamento do hardware Spark em outubro, os acréscimos ao Sync previstos para este mês e os sistemas DGX Station para Windows esperados em dezembro.

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