As ações da Regions avançaram 1,7% em 16 de outubro de 2026, quando o banco divulgou lucros ajustados e receita do terceiro trimestre acima das expectativas dos analistas. A redução das perdas com empréstimos e o aumento da receita de juros contribuíram para os resultados, mas a Regions Financial manteve inalterada sua perspectiva para o ano inteiro.
Principais conclusões
- O lucro diluído ajustado de US$ 0,73 por ação superou a estimativa de consenso de US$ 0,66.
- As provisões para perdas de crédito ficaram abaixo das expectativas, enquanto as baixas efetivas de empréstimos também diminuíram.
- A Regions manteve sua projeção de crescimento anual da receita líquida de juros entre 2,5% e 4%.
Índice
- Ações da Regions avançam após resultados ajustados superarem as previsões
- Maior receita de empréstimos acompanha menores perdas de crédito
- Perspectiva para o ano inteiro permanece inalterada apesar dos resultados acima das previsões
- Conclusão
Ações da Regions avançam após resultados ajustados superarem as previsões
O anúncio de resultados do terceiro trimestre de 2026 da Regions mostrou lucro líquido disponível aos acionistas ordinários de US$ 611 milhões, ou US$ 0,71 por ação diluída. O lucro ajustado, uma medida não GAAP, foi de US$ 622 milhões, ou US$ 0,73 por ação. Tanto o lucro divulgado quanto o ajustado aumentaram 11% em relação ao ano anterior.
O lucro diluído ajustado superou em US$ 0,07 o consenso dos analistas, de US$ 0,66. A receita ajustada chegou a US$ 1,988 bilhão, ante expectativas de US$ 1,83 bilhão. A receita divulgada foi de US$ 1,973 bilhão.
A distinção entre os valores divulgados e os ajustados é importante: as comparações de lucro e receita com as expectativas dos analistas utilizam medidas ajustadas, e não os resultados divulgados pelo banco.
| Item | Detalhes |
|---|---|
| Empréstimos médios | US$ 99,183 bilhões no 3º trimestre de 2026, alta de 0,5% em relação ao 2º trimestre. |
| Depósitos médios | US$ 129,140 bilhões, queda de 1,2% em relação ao 2º trimestre. |
| Índice de empréstimos inadimplentes | 0,59% em 30 de setembro, ante 0,67% em 30 de junho. |
| Índice de capital Nível 1 de Capital Ordinário (CET1) | Estimado em 10,8%, ante 10,7% em 30 de junho. |
Maior receita de empréstimos acompanha menores perdas de crédito
A receita líquida de juros subiu 3,3% em relação ao ano anterior, para US$ 1,298 bilhão. A margem financeira líquida equivalente à tributação integral chegou a 3,68%, ante 3,66% no trimestre anterior e 3,59% um ano antes.
A Regions atribuiu o aumento sequencial da receita de juros a fatores como a renovação de ativos com taxas fixas, o crescimento dos empréstimos, o aumento da receita de operações de hedge e a gestão dos custos de depósitos. A receita de mercados de capitais também aumentou, subindo 27,4% em relação ao segundo trimestre, para US$ 107 milhões.
A provisão para perdas de crédito foi de US$ 68 milhões, abaixo dos US$ 116 milhões previstos e inalterada em relação ao segundo trimestre. As baixas líquidas de empréstimos — empréstimos efetivamente baixados, líquidas das recuperações — caíram para US$ 72 milhões, ante US$ 102 milhões. Sua taxa anualizada recuou para 0,29% dos empréstimos médios, ante 0,42%, fornecendo uma indicação independente da melhora no desempenho do crédito.
As tendências do balanço foram menos uniformes: os empréstimos médios aumentaram modestamente, enquanto os depósitos médios diminuíram. A Regions afirmou que alguns grandes clientes comerciais transferiram saldos remunerados para produtos de investimento extrapatrimoniais oferecidos pelo banco.
Perspectiva para o ano inteiro permanece inalterada apesar dos resultados acima das previsões
A Regions manteve sua projeção de crescimento da receita líquida de juros para o ano inteiro entre 2,5% e 4% e continuou esperando uma margem financeira líquida próxima de 3,7% até o fim do ano. Esses números continuam sendo projeções da administração, não resultados realizados.
A perspectiva inalterada distingue um trimestre mais forte do que o esperado de uma revisão para cima das expectativas anuais. Embora os indicadores de crédito tenham melhorado, o banco afirmou que continua monitorando a incerteza econômica e as carteiras com maior risco ou sensibilidade às taxas de juros.
Conclusão
Os resultados acima das expectativas coincidiram com a alta das ações da Regions, enquanto a perspectiva inalterada manteve intacta a referência anual. O próximo teste operacional será verificar se o banco atinge suas metas de receita de juros e margem para o fim do ano, mantendo a melhora na qualidade do crédito.
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