As ações da Flagstar caíram cerca de 9%, para US$ 10,44, nas negociações intradiárias de 23 de outubro de 2026, apesar do retorno ao lucro no terceiro trimestre para os acionistas ordinários. Um benefício fiscal ajudou a produzir o resultado positivo, enquanto as provisões para perdas de crédito aumentaram e a administração adiou de 2027 para 2028 a expectativa de realização integral de seus objetivos estratégicos de longo prazo.
Principais conclusões
- Os acionistas ordinários obtiveram lucro de US$ 3 milhões, revertendo o prejuízo de US$ 45 milhões registrado um ano antes.
- As provisões para perdas de crédito dobraram em relação ao ano anterior, chegando a US$ 76 milhões.
- A administração adiou o cronograma estratégico, apesar da melhora na receita líquida de juros.
Índice
- Ações da Flagstar caem apesar do retorno ao lucro
- Custos de crédito mais altos moderam a melhora operacional
- Receita de empréstimos aumenta com a mudança na composição da carteira
- Administração transfere horizonte estratégico para 2028
- Conclusão
Ações da Flagstar caem apesar do retorno ao lucro
O comunicado de resultados da Flagstar no terceiro trimestre de 2026 informou lucro líquido atribuível aos acionistas ordinários de US$ 0,01 por ação diluída, ante prejuízo de US$ 0,11 um ano antes. O resultado foi inferior ao lucro de US$ 26 milhões, ou US$ 0,06 por ação diluída, obtido no segundo trimestre.
O banco registrou um benefício de imposto de renda de US$ 22 milhões, em comparação com um benefício de US$ 5 milhões um ano antes. A Flagstar informou que a conclusão de uma auditoria fiscal federal referente a 2019–2021 reduziu sua provisão para impostos em US$ 22 milhões. Antes dos impostos, o banco continuou registrando prejuízo, embora menor que no ano anterior.
As ações oscilaram entre US$ 10,30 e US$ 11,05 durante o pregão de 23 de outubro. O volume chegou a 9,29 milhões de ações, acima da média citada de 5,01 milhões. O preço de US$ 10,44 era um registro intradiário, não um preço de fechamento confirmado.
| Item | Detalhes |
|---|---|
| Empréstimos totais no fim do trimestre | US$ 61,9 bilhões em 30 de setembro de 2026; alta de 2% em relação a 30 de junho. |
| Depósitos no fim do trimestre | US$ 67,8 bilhões; alta sequencial de 0,4%. |
| Índice de capital CET1 | 12,38% em 30 de setembro de 2026. |
| Recompras de ações | Recompra de US$ 250 milhões concluída no início de outubro. |
Custos de crédito mais altos moderam a melhora operacional
A provisão de US$ 76 milhões para perdas de crédito foi superior aos US$ 38 milhões de um ano antes e aos US$ 18 milhões do segundo trimestre. Entre as pressões sobre as provisões para perdas de crédito, a Flagstar citou as taxas de juros mais altas, inclusive seus efeitos sobre a carteira de imóveis multifamiliares com aluguéis regulamentados na cidade de Nova York.
O quadro de crédito não se deteriorou de forma generalizada. As baixas líquidas — empréstimos baixados após a recuperação de valores — caíram para US$ 74 milhões, ante US$ 100 milhões no trimestre anterior. O total das provisões para perdas de crédito permaneceu praticamente inalterado em termos sequenciais, pois as reduções nos empréstimos multifamiliares compensaram os aumentos das provisões associados ao crescimento dos empréstimos comerciais e às pressões das taxas de juros.
Receita de empréstimos aumenta com a mudança na composição da carteira
A receita líquida de juros aumentou 8% em relação ao ano anterior e 5% em relação ao trimestre anterior, chegando a US$ 460 milhões. A margem financeira líquida ampliou-se em quatro pontos-base na comparação sequencial, para 2,17%, indicando maior geração de receita em relação aos ativos remunerados por juros.
A receita não financeira caiu 26% em relação ao ano anterior, para US$ 70 milhões, refletindo em parte os ganhos com títulos de investimento registrados no período anterior. As despesas não financeiras totais recuaram 11% no ano, mas aumentaram 3% em relação ao segundo trimestre.
Os empréstimos comerciais e industriais cresceram US$ 2,0 bilhões em termos sequenciais, para US$ 20,6 bilhões, enquanto os empréstimos combinados para imóveis multifamiliares e comerciais recuaram US$ 1,1 bilhão, para US$ 34,1 bilhões. A mudança reflete a estratégia declarada da Flagstar de diversificar sua carteira de empréstimos.
Administração transfere horizonte estratégico para 2028
O presidente do conselho executivo e diretor-presidente Joseph M. Otting afirmou que as taxas de juros mais altas, a concorrência por depósitos, a inflação persistente e as pressões relacionadas à regulamentação dos aluguéis estavam afetando o progresso do banco. A administração ainda espera alcançar seus objetivos de longo prazo, mas agora prevê sua realização integral em 2028, em vez de 2027.
Esse cronograma é uma expectativa da administração, não um resultado já alcançado. O trimestre mostrou uma receita maior de empréstimos, juntamente com a continuidade dos custos de crédito e um lucro favorecido por questões fiscais; as evidências disponíveis não permitem estabelecer uma causa única para a queda do preço das ações.
Conclusão
O próximo teste operacional da Flagstar é saber se o aumento da receita líquida de juros e uma carteira de empréstimos mais diversificada podem resultar em rentabilidade sustentada sem o apoio da conclusão do acordo fiscal. O novo horizonte estratégico definido pela administração é 2028, e os custos de crédito continuam sendo um indicador fundamental do progresso.
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