Protestos contra o custo de vida na França reuniram multidões em todo o país no sábado, 24 de outubro de 2026, com a polícia usando gás lacrimogêneo em várias cidades e alguns estabelecimentos comerciais tomando precauções após episódios de violência e saques durante as manifestações do fim de semana anterior.

Principais conclusões

  • A polícia usou gás lacrimogêneo em Paris e em várias outras cidades; alguns manifestantes lançaram objetos contra os policiais.
  • Vários milhares de pessoas marcharam em Bordeaux, enquanto a marcha autorizada em Paris reuniu milhares.
  • Alguns comerciantes de Paris fecharam as vitrines com tapumes ou retiraram mercadorias antes das manifestações.

Protestos contra o custo de vida na França chegam a várias cidades

A marcha autorizada em Paris começou na Porte d’Italie e terminou na Porte de Vincennes, onde a polícia usou gás lacrimogêneo e avançou contra os manifestantes com cassetetes. Um estudante chamado David disse que um policial lançou um cassetete que o atingiu no rosto.

A polícia também disparou gás lacrimogêneo em Lille, Lyon, Marselha, Nantes e Toulouse. Em Nantes, os policiais usaram um canhão de água para bloquear o acesso a uma ponte sobre o rio Loire, e alguns manifestantes lançaram pequenos objetos na direção deles.

Manifestantes expressam preocupação com a alta dos custos

Em Marselha, uma manifestante de 22 anos chamada Aliyah disse que a alta dos custos era a principal preocupação das pessoas. Em Bordeaux, Lucie, uma designer de 42 anos, descreveu a violência do fim de semana anterior como lamentável, mas afirmou que as dificuldades financeiras poderiam gerar indignação.

Em Paris, uma manifestante chamada Aurore disse que as pessoas tinham ido demonstrar pacificamente, mas queriam que os outros entendessem sua indignação. Outra participante, Ynyane, disse que os impostos eram altos demais e que queria apoiar as pessoas que estavam passando por dificuldades.

Estabelecimentos comerciais tomam precauções

Perto da praça da Bastilha, em Paris, uma loja de roupas retirou suas mercadorias antes das manifestações, enquanto um restaurante próximo foi protegido com tapumes, apesar das placas informarem que continuava aberto. Muitos comerciantes da capital cobriram as vitrines com tábuas de madeira.

Em Grenoble, lojas e restaurantes estavam abertos pela manhã, embora houvesse toque de recolher em partes da cidade e em vários centros comerciais a partir das 18h.

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