O lucro da OFG aumentou na comparação anual no terceiro trimestre de 2026, mas caiu em relação ao trimestre anterior, com o enfraquecimento da receita principal e o aumento das provisões para perdas de crédito. A Oriental Bank, controladora da companhia, reportou lucro diluído de US$ 1,33 por ação no trimestre encerrado em 30 de setembro, ante US$ 1,16 um ano antes e US$ 1,39 no segundo trimestre. Os resultados foram divulgados em 21 de outubro de 2026.

Principais conclusões

  • O lucro por ação diluída subiu 14,7% na comparação anual, enquanto a receita principal aumentou 1,0%, para US$ 185,7 milhões.
  • A redução da receita de juros e o aumento dos custos de captação diminuíram a margem financeira líquida em relação ao segundo trimestre.
  • A carteira de crédito cresceu, enquanto as taxas de baixas contábeis e de empréstimos inadimplentes melhoraram, apesar de uma alta sazonal da inadimplência.

Sumário

Lucro da OFG melhora na comparação anual, mas recua em relação ao segundo trimestre

O comunicado dos resultados do terceiro trimestre da OFG mostrou lucro líquido disponível aos acionistas ordinários de US$ 56,6 milhões, acima dos US$ 51,8 milhões registrados um ano antes, mas abaixo dos US$ 58,8 milhões do segundo trimestre. O aumento anual do lucro por ação diluída também refletiu uma contagem média menor de ações diluídas.

A receita principal chegou a US$ 185,7 milhões, ante US$ 184,0 milhões um ano antes e US$ 190,3 milhões no trimestre anterior. A receita líquida de juros caiu para US$ 153,6 milhões, de US$ 157,3 milhões no trimestre anterior, enquanto a receita de serviços bancários e financeiros recuou para US$ 32,2 milhões, de US$ 33,0 milhões.

A companhia atribuiu a queda sequencial da receita de juros principalmente à ausência dos US$ 4,1 milhões gerados por três empréstimos comerciais quitados integralmente durante o segundo trimestre. As despesas com juros aumentaram com a alta dos saldos médios de depósitos e de seus custos. A margem financeira líquida diminuiu para 5,23%, ante 5,45%.

ItemDetalhes
Retorno sobre ativos médios1,86% no terceiro trimestre de 2026
Índice de eficiência51,83%, ante 54,04% no segundo trimestre de 2026
Índice de capital ordinário nível 1 (CET1)14,10% em 30 de setembro, ante 14,07% em 30 de junho
Valor contábil tangível por açãoUS$ 29,66, abaixo dos US$ 31,12 no segundo trimestre, principalmente devido à variação de outros prejuízos abrangentes acumulados

Despesas menores compensam parte da pressão sobre a receita

As despesas não relacionadas a juros caíram para US$ 96,3 milhões, ante US$ 102,8 milhões no segundo trimestre, principalmente porque os encargos operacionais relacionados aos negócios, de US$ 5,8 milhões, não se repetiram. Consequentemente, a receita líquida antes de provisões aumentou para US$ 89,9 milhões, ante US$ 87,5 milhões, apesar da queda da receita principal.

As provisões para perdas de crédito subiram para US$ 18,1 milhões, ante US$ 13,0 milhões no trimestre anterior, embora tenham permanecido abaixo dos US$ 28,3 milhões registrados um ano antes. A OFG afirmou que a provisão do terceiro trimestre refletiu principalmente o aumento do volume de empréstimos e um ajuste sazonal para a inadimplência em financiamentos de veículos.

Os indicadores de crédito evoluíram em direções distintas. As taxas de inadimplência inicial e total aumentaram sequencialmente para 2,65% e 3,91%, respectivamente, o que a companhia atribuiu a tendências sazonais. Ambas ficaram abaixo dos níveis de um ano antes, enquanto as taxas de baixas líquidas e de empréstimos inadimplentes melhoraram em relação aos dois períodos de comparação.

Crescimento da carteira de crédito acompanha queda dos depósitos de clientes

Os empréstimos mantidos para investimento encerraram setembro em US$ 8,45 bilhões, alta de US$ 150,9 milhões, ou 1,8%, em relação a junho e de 4,1% na comparação anual. O crescimento dos empréstimos comerciais e ao consumidor em Porto Rico mais do que compensou as quedas em outras categorias.

Apesar disso, a concessão de novos empréstimos desacelerou para US$ 693,8 milhões, ante US$ 755,0 milhões no segundo trimestre. Os depósitos de clientes caíram US$ 79,9 milhões, para US$ 9,66 bilhões, enquanto os empréstimos e depósitos intermediados aumentaram US$ 131,1 milhões, para US$ 926,6 milhões, para fins de gestão de liquidez.

O diretor-presidente, José Rafael Fernández, destacou o crédito comercial, a disciplina de despesas e as recompras de ações ordinárias no valor de US$ 13,5 milhões. O caixa diminuiu durante o trimestre, principalmente em razão da compra de títulos lastreados em hipotecas e do crescimento da carteira de crédito.

Conclusão

A melhora anual do lucro da OFG contrastou com as pressões sequenciais sobre a receita e os custos de captação. O próximo documento a acompanhar é o Formulário 10-Q referente a 30 de setembro de 2026, que, segundo a companhia, os investidores devem consultar após o arquivamento; o suplemento financeiro que o acompanha é preliminar.

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