Os resultados da FirstService no terceiro trimestre de 2026 mostraram crescimento da receita e aumento do lucro ajustado, mas a menor rentabilidade no segmento de coberturas pressionou as margens e o lucro reportado. Os resultados divulgados em 22 de outubro para o trimestre encerrado em 30 de setembro indicaram receita de US$ 1,53 bilhão, alta de 6%, enquanto o lucro ajustado por ação subiu 7%, para US$ 1,89. O lucro diluído por ação segundo os princípios contábeis geralmente aceitos (GAAP) caiu para US$ 0,99, ante US$ 1,24.
Principais destaques
- O crescimento nas áreas de gestão residencial e restauração ajudou a compensar a atividade mais fraca no segmento de coberturas.
- O EBITDA ajustado subiu 3%, abaixo do crescimento da receita, enquanto a margem consolidada recuou para 11,1%.
- As recompras expressivas de ações elevaram a alavancagem, e a administração espera um ritmo mais lento de recompras.
Índice
- Resultados da FirstService mostram divergência entre lucro ajustado e lucro GAAP
- Avanços no segmento residencial contrastam com a pressão no segmento de coberturas
- Recompras elevam a alavancagem enquanto a conversão de caixa enfraquece
- Expectativas para o quarto trimestre seguem desiguais
- Conclusão
Resultados da FirstService mostram divergência entre lucro ajustado e lucro GAAP
O comunicado de resultados da FirstService para o terceiro trimestre de 2026 informou EBITDA ajustado de US$ 169,7 milhões, ante US$ 164,8 milhões um ano antes. O crescimento orgânico da receita foi de 4%, mas a margem de EBITDA ajustado caiu de 11,4% para 11,1%, mostrando que o crescimento do lucro não acompanhou o ritmo das vendas.
O lucro operacional segundo o GAAP caiu para US$ 107,4 milhões, ante US$ 115,6 milhões. Essa distinção é importante porque o EBITDA ajustado e o lucro ajustado por ação excluem itens incluídos no lucro reportado, entre eles itens relacionados a aquisições e remuneração baseada em ações; o lucro ajustado por ação também exclui a amortização de intangíveis relacionada a aquisições e o acréscimo relativo ao resgate de participação de não controladores.
Todos os valores financeiros estão expressos em dólares americanos. Nos primeiros nove meses do ano, a receita e o lucro ajustado por ação aumentaram, embora a margem de EBITDA ajustado no acumulado do ano tenha recuado ligeiramente, para 10,2%, ante 10,3%.
| Item | Detalhes |
|---|---|
| Receita dos nove meses | US$ 4,298 bilhões, ante US$ 4,114 bilhões um ano antes. |
| EBITDA ajustado dos nove meses | US$ 437,1 milhões, ante US$ 425,2 milhões. |
| Lucro ajustado por ação dos nove meses | US$ 4,57, ante US$ 4,39. |
| Despesas de capital | US$ 28 milhões no terceiro trimestre; US$ 88 milhões no acumulado do ano; previsão de aproximadamente US$ 125 milhões para o ano inteiro. |
| Liquidez disponível | Aproximadamente US$ 500 milhões em caixa e capacidade de crédito. |
Avanços no segmento residencial contrastam com a pressão no segmento de coberturas
A FirstService Residential gerou receita trimestral de US$ 633,3 milhões, alta de 5%, inteiramente decorrente do crescimento orgânico. Novos contratos e a expansão dos serviços de mão de obra nos locais atendidos sustentaram as vendas, enquanto a gestão dos custos de mão de obra e os ganhos de eficiência ajudaram o EBITDA ajustado a subir 7%, para US$ 71,3 milhões.
A receita da FirstService Brands aumentou 7%, para US$ 898,4 milhões, incluindo crescimento orgânico de 3%. Seu EBITDA ajustado permaneceu praticamente estável, em US$ 101,8 milhões, e a margem caiu para 11,3%, ante 12,1%. A menor receita no segmento de coberturas e um mercado mais competitivo reduziram a rentabilidade.
Paul Davis e First OnSite, marcas do segmento de restauração, registraram crescimento combinado de receita de 10%, enquanto a receita da Century Fire aumentou mais de 10%. A receita no segmento de coberturas caiu 4% em termos reportados e um percentual de um dígito alto em termos orgânicos.
O diretor-presidente Scott Patterson e o diretor financeiro Jeremy Rakusin descreveram a concorrência no segmento de coberturas como particularmente difícil na Flórida. Rakusin afirmou que tanto os volumes menores quanto os preços competitivos contribuíram para a pressão sobre as margens, sendo difícil separar esses efeitos.
Recompras elevam a alavancagem enquanto a conversão de caixa enfraquece
A FirstService recomprou 2,2 milhões de ações por pouco mais de US$ 300 milhões durante o trimestre. Desde o início do segundo trimestre, as recompras totalizaram 4,1 milhões de ações, equivalentes a aproximadamente 9% das ações em circulação.
A dívida líquida chegou a aproximadamente US$ 1,4 bilhão, e a relação entre dívida líquida e EBITDA dos últimos 12 meses aumentou para 2,4 vezes, ante 1,8 vez no fim de junho. Rakusin afirmou que as recompras futuras acompanharão a geração de fluxo de caixa livre, o preço das ações e as oportunidades de aquisição, em vez de continuarem no ritmo recente.
O fluxo de caixa operacional antes das variações no capital de giro subiu para US$ 124,4 milhões, ante US$ 117,2 milhões. Após essas variações, o fluxo de caixa operacional caiu para US$ 84,2 milhões, ante US$ 126,4 milhões. Esse contraste torna importante considerar as necessidades de capital de giro ao avaliar o caixa disponível para recompras e aquisições.
Expectativas para o quarto trimestre seguem desiguais
A administração manteve suas metas de desempenho para o ano inteiro, incluindo crescimento do EBITDA ajustado na faixa de um dígito médio e uma margem amplamente em linha com a do ano anterior. Essas metas continuam sendo projeções, não resultados já realizados.
Rakusin espera que as margens da FirstService Brands sejam ligeiramente menores no quarto trimestre, apesar do crescimento do EBITDA, principalmente porque a pressão no segmento de coberturas deve persistir. A expectativa é que a receita das marcas de serviços para residências permaneça estável no total e caia um percentual de um dígito baixo em termos orgânicos.
Espera-se que as margens do segmento residencial melhorem ainda mais, apoiadas por ganhos operacionais de eficiência contínuos e pela saída de um negócio não essencial de atividades aquáticas, que normalmente registrava prejuízo no quarto trimestre. A administração afirmou que apresentará uma perspectiva mais abrangente para 2027 em fevereiro.
Conclusão
O próximo teste para os resultados da FirstService será saber se os ganhos de margem no segmento residencial e a atividade de restauração conseguirão compensar a pressão contínua no segmento de coberturas no quarto trimestre. Espera-se que a perspectiva da administração para fevereiro ofereça uma visão mais clara de 2027, enquanto as futuras recompras serão ajustadas à geração de caixa e às necessidades de aquisições.
Leia mais notícias
Aviso legal
Este artigo da FinanceVelix oferece informações gerais, não aconselhamento financeiro, de investimento, jurídico ou tributário personalizado. Os preços de mercado, as taxas de juros e as condições econômicas podem mudar; investimentos envolvem risco de perda. Os fatos refletem as informações disponíveis no momento da publicação e podem mudar. Verifique informações importantes de forma independente e consulte um profissional qualificado quando necessário. A menção a um ativo, empresa ou serviço não constitui endosso.




