Os resultados da American Airlines divulgados em 22 de outubro de 2026 mostraram receita recorde no terceiro trimestre, mas um prejuízo líquido maior, em meio à disparada dos custos de combustível. A companhia aérea agora prevê um prejuízo ajustado de US$ 1,00–US$ 1,60 por ação no ano completo, substituindo a projeção de julho, que variava de um prejuízo de US$ 0,65 a um lucro de US$ 0,65, e planeja desacelerar o crescimento da capacidade em 2027.
Principais conclusões
- A receita do terceiro trimestre aumentou 19,3%, para US$ 16,34 bilhões, mas o prejuízo líquido se ampliou para US$ 269 milhões.
- As despesas com combustível aumentaram 67,5%, para US$ 4,64 bilhões, superando o benefício das vendas mais fortes.
- A American prevê outro prejuízo ajustado no quarto trimestre, apesar da continuidade do crescimento de dois dígitos da receita.
Índice
- Resultados da American Airlines superam estimativas, mas continuam negativos
- Pressão do combustível supera demanda mais forte por produtos premium
- Perspectiva para o quarto trimestre considera preço ainda maior do combustível
- Crescimento mais lento em 2027 acompanha o esforço para elevar a rentabilidade
- Conclusão
Resultados da American Airlines superam estimativas, mas continuam negativos
O anúncio dos resultados da American no terceiro trimestre de 2026 apontou prejuízo líquido ajustado de US$ 182 milhões, ou US$ 0,28 por ação diluída. O resultado foi melhor que o prejuízo de US$ 0,35 esperado pelos analistas, enquanto a receita de US$ 16,34 bilhões superou o consenso de US$ 16,22 bilhões compilado pela LSEG.
O prejuízo líquido reportado, que inclui itens especiais, chegou a US$ 269 milhões, ou US$ 0,41 por ação. No ano anterior, a empresa registrou prejuízo de US$ 114 milhões, ou US$ 0,17 por ação. O resultado ajustado excluiu US$ 87 milhões em itens especiais líquidos após impostos.
A distinção é importante: a American superou as expectativas de resultados trimestrais sem voltar à rentabilidade. As vendas recordes também não impediram que o prejuízo reportado se ampliasse em relação ao ano anterior.
| Item | Detalhes |
|---|---|
| Custos unitários sem combustível no terceiro trimestre | Aumento de 3,0% em relação ao ano anterior, excluindo itens especiais líquidos, combustível e participação nos lucros. |
| Liquidez disponível no fim do trimestre | US$ 11,8 bilhões. |
| Ativos livres de ônus e capacidade de financiamento com garantia prioritária | Mais de US$ 26 bilhões no fim do terceiro trimestre. |
| Projeção para os custos unitários sem combustível no quarto trimestre | Aumento de 2,5%–3,5% em relação ao ano anterior, excluindo itens especiais líquidos, combustível e participação nos lucros. |
Pressão do combustível supera demanda mais forte por produtos premium
A conta de combustível da American no terceiro trimestre aumentou US$ 1,9 bilhão em relação ao ano anterior. A companhia aérea pagou, em média, US$ 3,85 por galão, elevando a despesa total com combustível no trimestre para US$ 4,64 bilhões.
A demanda permaneceu forte em todas as áreas do negócio. A receita de produtos premium aumentou 22,9%, a receita da Main Cabin subiu 19,5% e a receita total por unidade de capacidade avançou 14,5%. A receita corporativa gerenciada cresceu 27,6%, marcando o sexto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos.
O diretor-presidente Robert Isom afirmou que o desempenho dos produtos premium liderou os ganhos de receita do trimestre. A American continua investindo em salas VIP, cabines modernizadas e mais assentos premium, mas essas melhorias nas vendas ainda não compensaram o choque dos custos de combustível.
Perspectiva para o quarto trimestre considera preço ainda maior do combustível
A American espera que a receita do quarto trimestre aumente 19,5%–22,5% em relação ao ano anterior, com a capacidade, medida em assentos-milhas disponíveis, crescendo 5,5%–6,5%. Mesmo com esse crescimento, a administração prevê prejuízo ajustado de US$ 0,50–US$ 1,10 por ação diluída.
A perspectiva considera custos de combustível de aproximadamente US$ 4,70 por galão, com base na curva futura de preços de combustível em 19 de outubro. Isso seria quase o dobro do preço pago no quarto trimestre de 2025 e acrescentaria aproximadamente US$ 2,8 bilhões às despesas com combustível em relação ao ano anterior.
Esses números são previsões da administração, não resultados já realizados. A premissa para o combustível é especialmente importante porque sustenta a expectativa de prejuízo apesar de mais um trimestre de forte crescimento da receita.
Crescimento mais lento em 2027 acompanha o esforço para elevar a rentabilidade
A American afirmou que os preços elevados do combustível a levariam a desacelerar o crescimento de sua rede em 2027 em relação aos níveis de 2026. Um crescimento mais lento não significa necessariamente uma redução da capacidade total; a empresa não especificou uma taxa de crescimento para 2027.
Em teleconferência sobre resultados, Isom manifestou “grande confiança” de que a American voltaria à rentabilidade em 2027. Essa declaração representa a expectativa da administração, não um resultado reportado nem uma previsão de resultados quantificada.
Além dos investimentos comerciais, a American espera que seus esforços de eficiência plurianuais gerem quase US$ 1 bilhão em economias anualizadas até o fim de 2026.
Conclusão
O próximo teste para os resultados da American Airlines será o quarto trimestre: a administração espera forte crescimento da receita, mas outro prejuízo ajustado com base em sua premissa de preços mais altos do combustível. A desaceleração anunciada do crescimento da rede em 2027 acompanha os esforços para restaurar a rentabilidade.
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