Os resultados da ARMOUR no terceiro trimestre de 2026 mostraram um prejuízo líquido GAAP de US$ 327 milhões, ou US$ 2,26 por ação ordinária, à medida que a abertura dos spreads hipotecários pressionou a carteira. O valor patrimonial por ação ordinária caiu 17% em relação a 30 de junho, para US$ 14,55 no encerramento do trimestre. Durante a discussão dos resultados em 22 de outubro, a administração afirmou, ainda assim, que esperava que os lucros distribuíveis ficassem próximos ao valor do dividendo no trimestre seguinte.

Principais conclusões

  • A abertura dos spreads hipotecários provocou forte queda no valor patrimonial e um retorno econômico trimestral negativo.
  • A administração demonstrou confiança no dividendo anunciado para novembro, mas sua perspectiva de lucros continua sendo uma orientação.
  • A liquidez, e não uma meta fixa de alavancagem, está orientando as compras de ativos e as recompras de ações.

Sumário

Resultados da ARMOUR distinguem perdas da carteira das perspectivas para o dividendo

A ARMOUR reportou um retorno econômico total negativo de 12,9% no trimestre. A deterioração do valor patrimonial foi central para os resultados, embora a administração tenha mantido uma visão construtiva sobre os investimentos em hipotecas no médio prazo.

O diretor-presidente Scott Ulm afirmou que a volatilidade tanto do preço das ações quanto do valor patrimonial havia elevado o rendimento do dividendo. Ele apontou o dividendo de novembro, já anunciado, como evidência da confiança da administração no pagamento atual.

A expectativa de Ulm de que os lucros distribuíveis ficariam na faixa do dividendo se refere ao trimestre seguinte; não é um resultado reportado nem uma garantia de cobertura futura. Essa distinção é importante porque o prejuízo GAAP e as perspectivas da administração para os lucros distribuíveis descrevem métricas e períodos diferentes.

ItemDetalhes
Velocidade de pré-pagamento no 3º trimestreMédia de 8,5 CPR, queda de 25% em relação ao trimestre anterior.
Acesso a financiamentoA administração mencionou acesso a 20 contrapartes de operações compromissadas.
Duração líquidaSubiu para 0,38 ano, ante aproximadamente zero.
Preferência de hedgeA administração continuou favorecendo uma composição nominal de aproximadamente 80/20 entre swaps e contratos futuros.

Liquidez tem prioridade sobre o aumento da alavancagem

A ARMOUR encerrou o terceiro trimestre com US$ 1,02 bilhão em liquidez. Desmond Macauley, codiretor de investimentos e chefe de gestão de riscos, afirmou que a alavancagem era de 7,9 vezes em 19 de outubro, excluindo posições compradas em títulos do Tesouro e considerando os pagamentos antecipados esperados.

Macauley afirmou que a empresa mantinha capacidade para aumentar a alavancagem quando as perspectivas macroeconômicas se tornassem mais claras. Na visão da administração, a abertura dos spreads hipotecários tornou os investimentos potenciais mais atraentes, mas a volatilidade no curto prazo recomendava cautela.

A administração afirmou que aproximadamente metade da carteira era financiada por meio da afiliada Buckler Securities. As divulgações de financiamento de 2025 da ARMOUR também identificam a relação de empréstimos da Buckler, oferecendo contexto histórico sobre o papel da afiliada, e não uma verificação dos dados de financiamento trimestrais mais recentes.

Vendas em setembro preparam a carteira para reinvestimentos

O codiretor de investimentos Sergey Losyev afirmou que as vendas de ativos em setembro se concentraram em carteiras DUS com vencimentos de cinco e 10 anos e em títulos hipotecários com descontos maiores e 50–60 meses de maturação. Esses ativos tiveram desempenho superior durante o mês.

As vendas combinaram gestão de liquidez e alavancagem com realização de lucros. A ARMOUR planejava reinvestir os recursos em títulos cujos spreads haviam aumentado mais, particularmente aqueles com cupons de 4,5% ou mais, que, segundo a administração, se beneficiariam de pré-pagamentos mais lentos.

Macauley afirmou que os testes de estresse de liquidez existentes já incorporavam cenários extremos semelhantes à COVID-19 e não exigiam alterações após a volatilidade de setembro. A administração disse que a empresa não havia sido obrigada a vender ativos por motivos de liquidez.

Recompras concorrem com investimentos na carteira pelo uso de caixa

A ARMOUR emitiu ações no início do trimestre, quando o preço era atrativo e próximo do valor patrimonial, e depois recomprou ações quando a volatilidade fez com que elas passassem a ser negociadas bem abaixo do valor patrimonial, afirmou Ulm.

Ele ressaltou que as recompras precisam ocorrer a um preço atraente e se encaixar na gestão geral de liquidez. A recompra de ações utiliza caixa que, de outra forma, poderia apoiar investimentos na carteira, e talvez não seja fácil emitir novamente as ações recompradas.

Conclusão

O próximo marco confirmado para o pagamento é o dividendo de novembro da ARMOUR, já anunciado. A atualização subsequente dos resultados mostrará se os lucros distribuíveis corresponderam à expectativa de cobertura da administração, enquanto a empresa preservava a liquidez.

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