O lucro da Steel Dynamics subiu acentuadamente no terceiro trimestre de 2026, com o lucro líquido alcançando US$ 756 milhões, ante US$ 404 milhões um ano antes, à medida que embarques recordes de aço e preços de venda mais altos impulsionaram a rentabilidade. Os resultados, anunciados em 19 de outubro para o trimestre encerrado em 30 de setembro, mostraram vendas líquidas de US$ 6,51 bilhões, em comparação com US$ 4,83 bilhões um ano antes.
Principais conclusões
- Embarques recordes de aço, de 3,8 milhões de toneladas, ajudaram a elevar o lucro operacional trimestral para mais de US$ 1 bilhão.
- Os preços de venda do aço subiram, enquanto os custos da sucata caíram em relação ao trimestre anterior, ampliando a diferença entre os preços de venda e os custos das matérias-primas.
- As operações de alumínio continuaram registrando prejuízo, e a administração espera uma melhora à medida que a produção aumentar.
Sumário
- O lucro da Steel Dynamics é favorecido por spreads mais amplos no aço
- O desempenho da fabricação melhora, enquanto o lucro da reciclagem recua
- A expansão das operações de alumínio continua sendo o principal teste de execução
- A geração de caixa sustenta investimentos e retornos aos acionistas
- Conclusão
O lucro da Steel Dynamics é favorecido por spreads mais amplos no aço
Os resultados da empresa no terceiro trimestre de 2026 mostraram lucro diluído por ação de US$ 5,26, ante US$ 2,74 um ano antes e US$ 3,69 no trimestre anterior. O lucro operacional consolidado alcançou US$ 1,01 bilhão, quase o dobro do nível registrado um ano antes e 44% acima do segundo trimestre.
As operações de aço geraram US$ 1,0 bilhão em lucro operacional, alta de 43% em relação ao trimestre anterior. Os preços médios de venda a clientes externos aumentaram US$ 102 em relação ao segundo trimestre, chegando a US$ 1.400 por tonelada, enquanto o custo médio por tonelada de sucata ferrosa fundida caiu US$ 8, para US$ 404.
Essa combinação permitiu que os embarques mais fortes se traduzissem em um aumento maior do lucro. Embora o custo consolidado das mercadorias vendidas tenha subido em relação ao ano anterior, para US$ 5,23 bilhões, o lucro bruto aumentou de US$ 757,9 milhões para US$ 1,28 bilhão.
O diretor-presidente Mark D. Millett descreveu a demanda doméstica por aço como estável, com baixos estoques dos clientes e importações em níveis historicamente baixos. Os clientes dos setores de energia, construção não residencial, automotivo e industrial lideraram a demanda durante o trimestre.
| Item | Detalhes |
|---|---|
| Investimento de capital no terceiro trimestre | US$ 150 milhões |
| Dividendos em dinheiro no terceiro trimestre | US$ 76 milhões |
| Recompras de ações no terceiro trimestre | US$ 276 milhões, representando aproximadamente 1% das ações ordinárias |
| Fluxo de caixa operacional nos primeiros nove meses | US$ 1,4 bilhão |
O desempenho da fabricação melhora, enquanto o lucro da reciclagem recua
O lucro operacional da fabricação de aço aumentou para US$ 91 milhões, ante US$ 85 milhões no segundo trimestre. Os embarques cresceram 18% em relação ao trimestre anterior, e os preços realizados mais altos compensaram com folga o aumento dos custos dos insumos de aço.
A carteira de pedidos da fabricação era 50% maior do que um ano antes e se estendia até o segundo trimestre de 2027. A demanda veio principalmente da construção comercial, manufatura, armazéns, centros de dados e saúde.
A reciclagem de metais seguiu na direção oposta. Seu lucro operacional caiu US$ 15 milhões em relação ao trimestre anterior, para US$ 33 milhões, à medida que os preços mais baixos da sucata ferrosa reduziram os spreads dos metais, apesar do volume estável. O contraste mostra que a queda dos preços da sucata pode beneficiar a produção de aço e, ao mesmo tempo, reduzir a rentabilidade da reciclagem.
A expansão das operações de alumínio continua sendo o principal teste de execução
As operações de alumínio registraram prejuízo operacional de US$ 26 milhões, uma melhora de 21% em relação ao segundo trimestre, e atingiram o ponto de equilíbrio em EBITDA. Os embarques de alumínio laminado plano totalizaram 55.000 toneladas métricas, enquanto a produção de bobina laminada a quente alcançou 91.000 toneladas métricas.
Os volumes de produção ficaram abaixo das expectativas durante várias semanas porque problemas de qualidade aumentaram as perdas de rendimento em velocidades operacionais mais altas. A administração afirmou que o problema teve origem na composição do fluido de laminação do laminador de tiras a quente, que foi alterada, e que não eram esperados custos adicionais recorrentes relacionados ao problema.
Os três laminadores a frio estavam em operação. A primeira linha de recozimento contínuo e tratamento de solubilização estava funcionando, e esperava-se que embarcasse produtos automotivos acabados antes do fim de 2026. A segunda linha tinha início de operação previsto para o começo do primeiro trimestre de 2027.
A administração esperava que os volumes e a rentabilidade do alumínio melhorassem no quarto trimestre de 2026 e ao longo de 2027, à medida que os custos de início de operação diminuíssem e a utilização, os rendimentos e o conteúdo de sucata reciclada aumentassem. Essas expectativas são projeções, e não resultados já realizados.
A geração de caixa sustenta investimentos e retornos aos acionistas
O fluxo de caixa operacional totalizou US$ 846 milhões no trimestre. A Steel Dynamics continuou a financiar investimentos de capital, dividendos e recompras de ações, ao mesmo tempo que reportou liquidez de US$ 2,4 bilhões em 30 de setembro.
Nos primeiros nove meses de 2026, as vendas alcançaram US$ 17,8 bilhões e o lucro líquido totalizou US$ 1,7 bilhão, em comparação com US$ 13,8 bilhões e US$ 920 milhões, respectivamente, um ano antes. A administração atribuiu a melhora do lucro principalmente aos preços de venda e aos embarques de aço mais altos.
Conclusão
O lucro da Steel Dynamics melhorou principalmente graças ao aumento dos embarques de aço e à ampliação dos spreads, enquanto o alumínio continuou pesando sobre os resultados durante o início das operações. Os próximos marcos operacionais a acompanhar são os embarques de alumínio automotivo planejados pela administração antes do fim de 2026 e o início previsto para o começo de 2027 da segunda linha de tratamento térmico.
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